A verdade da crise no Sporting

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Muito se escreve, pouco se acerta, como tal aqui vai a verdade dos factos.

a) Bruno de Carvalho quer criar crises estéreis, tudo com o objectivo de provocar eleições antecipadas, e assim poder garantir mais quatro anos à frente do clube. Tal em nada beneficia o Sporting Clube de Portugal, é só, e não mais que isso, uma mera tentativa de se poder perpetuar no poder.

b) A situação de Marco Silva não é mais que a tentativa do presidente do Sporting em afastar de si quaisquer críticas, decorrentes de uma má performance na Liga, de um mau planeamento da época 2014-15, e até do mau ambiente que se vive, ao contrário do anunciado, entre vários elementos dos órgãos sociais.

c) Marco Silva demarcou-se de tal cenário e de assumir essa responsabilidade, relembrando à estrutura da SAD, na famigerada reunião, que só dois reforços tiveram o seu aval (Jonathan e Nani). E foi mais longe, questionando os presentes acerca dos motivos de não ser o director-desportivo (Augusto Inácio) a planear o plantel, em vez do que acontece na realidade, onde é o presidente que escolhe jogadores, alguns deles até via vídeos do Youtube.

d) Bruno de Carvalho, no seu ego e espírito maniento por demais conhecido nos corredores de Alvalade, não gostou que o treinador pensasse pela sua cabeça, e colocasse questões por demais pertinentes. Perante isto disparou “Acabou!!! Segues o teu caminho e eu o meu!”, desfecho ao qual Marco Silva não colocou qualquer objecção, mas alertando logo “Só saio pelo valor total da indemnização, pago a pronto”.

e) Perante isto, e perante o pré-aviso dos bancos e da Holdimo, dado umas horas antes, de que não emprestariam os 2 milhões de euros necessários, a reunião foi abruptamente interrompida, e Bruno de Carvalho mudou a estratégia. Ainda nesse dia, pela hora do jantar, começou a urdir um plano para “queimar” a imagem de Marco Silva junto dos sportinguistas e da opinião pública, e assim conseguir impor a sua vontade. Pediu a José Quintela para enviar informações para a imprensa, dando conta de uma ruptura entre presidente e Marco Silva, ao mesmo tempo que se desdobrava em chamadas telefónicas  e troca de SMS´s com Virgílio e José Eduardo.

f) José Eduardo, instruído de véspera pelo presidente e por Virgílio (Inácio recusou-se, desde logo, a participar em tal esquema), chama a RTP Informação ao aeroporto, antes de embarcar de férias para terras germânicas, atacando Marco Silva da forma que todos viram. Pior, já antes do embarque José Eduardo, valendo-se do seu estatuto de cronista de ABola, deixou na redacção do jornal, um artigo com conteúdo similar às declarações que fez, reafirmando aquilo que disse à RTP Informação, já depois de ter escrito o referido artigo.

g) Mas os planos do trio Bruno de Carvalho-Virgílio-José Eduardo saíram furados, a maioria dos sportinguistas (sócios e simpatizantes) não deram o habitual “ámen” à vontade do presidente, e manifestaram-se contra este, de forma clara e contundente. Bruno de Carvalho teve que fazer marcha-atrás, saíndo de casa rumo à Sporting TV, para garantir a continuidade do treinador, mas, e há testemunhas disso, prometia nos corredores que haveria de demitir Marco Silva, custasse o que custasse, e a abertura de  processos disciplinares aos sócios que o criticaram na Página Oficial do Sporting no Facebook.

h) José Eduardo aterra em Berlim, e é confrontado com o volte-face ao cenário que lhe havia sido garantido por Bruno de Carvalho e Virgílio, sendo que liga imediatamente a este último afirmando “Espero que não me entalem quando começarem as críticas, caso contrário vou ter que contar tudo!”. Bruno de Carvalho, umas horas mais tarde, garante a  José Eduardo que o Sporting nunca criticará ou emitirá um comunicado a repudiar as palavras do fornecedor de catering do Estádio. Ou seja, o ataque feroz e injustificado a Marco Silva passaria impune aos olhos do clube, sinal de que este foi claramente orquestrado e encomendado pelo presidente.

i) Bruno de Carvalho começa a dizer em surdina, dentro do Sporting, que vai conseguir despedir Marco Silva sem lhe pagar um euro que seja, “bastando” para isso que o Sporting perca cinco pontos nos três próximos jogos da Liga. Ao ouvir isto, um dirigente da SAD questiona de imediato “Isso não seria colocarem-se outros interesses à frente dos interesses desportivos do clube?”, pergunta à qual o presidente respondeu “Cale-se, aqui quem manda sou eu!”.

Ou seja, o presidente do Sporting, cria e provoca problemas e crises onde estas não são necessárias, para depois tentar aparecer, aos olhos dos sportinguistas, como o apaziguador e solucionador dessas mesmas crises.

O objectivo da demissão de Marco Silva, ainda em Dezembro, era o de levar alguma instabilidade à Assembleia-geral anunciada para Janeiro uns dias antes, de forma a poder-se provocar eleições antecipadas.

Mais grave, o presidente deseja que o Sporting perca cinco pontos em três jornadas, para poder demitir um treinador, sem quaisquer custos, o que só mostra que Bruno de Carvalho, está, como sempre esteve, mais interessado em servir-se do clube e em perpetuar-se no poder, do que no bem e interesse do Sporting Clube de Portugal.

Saudações leoníssimas

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